25 de julho de 2014

A CPLP foi assassinada!

O movimento político Nova Ordem Social encara com absoluto desagrado a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Consideramos totalmente inaceitável que um país cuja língua oficial é o espanhol e que não possui qualquer relação histórica com Portugal e, por extensão, com os demais países da CPLP, seja admitido no seio desta comunidade com base no calculismo mercantilista de alguns empresários gananciosos, os quais, “metendo na gaveta a lusofonia” e optando por fechar os olhos ao regime ditatorial vigente nesse país, forçaram os respectivos governos pertencentes à CPLP a aceitar a entrada desse estado africano neste organismo. 

Perante o apetite voraz do empresariado, a CPLP tem agora um membro que, além de não se expressar na língua que dá nome à comunidade, afigura ser uma cruel ditadura cleptocrática que não respeita os basilares direitos humanos e, consequentemente, o espírito fundacional que anima a CPLP. 

Face a isto, a nossa classe política - a começar pelo Presidente da República - mostram um “encolher de ombros” e uma hipócrita candidez, argumentando que, apesar do acima referido, Portugal teve de votar favoravelmente a adesão da Guiné Equatorial para o nosso país não ficar isolado. Este seguidismo pueril por parte dos nossos governantes, sempre vezeiros numa pretensa defesa da língua de Camões e mais ainda no que concerne aos direitos humanos, fazem agora vista grossa a esta flagrante contradição com tudo aquilo que usualmente promovem. 

O movimento político Nova Ordem Social denuncia assim que a nossa classe política se encontra subjugada aos interesses economicistas de alguns que se prontificam a dar as mãos a uma ditadura sanguinária na ânsia de novos negócios, que mais não são que capitais de origem duvidosa. A isso acresce que na adesão da Guiné Equatorial à CPLP permitirá um novo fluxo imigracionista rumo a Portugal e que não é de forma alguma desejável e que apenas traz consigo mais desemprego e problemas sociais.


Posto isto, não temos dúvidas em afirmar que a presença da Guiné Equatorial na CPLP assinou a sentença de morte deste projecto comunitário.