8 de junho de 2015

NOS e o 10 de Junho



Na próxima 4ª feira comemora-se mais um 10 de Junho: o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, outrora também conhecido como dia da Raça.

Esta data ímpar que celebra a nossa individualidade, aquilo que é muito nosso, aquilo que nos diferencia dos demais – enfim, a nossa história que fez de nós aquilo que somos hoje, a nossa singularidade como povo, e a nossa cultura,  acaba por ser um excelente pretexto para reflectirmos sobre algumas notícias bem recentes, que não são inocentes ou isoladas, mas sim representativas de toda uma classe política e de uma filosofia que tem traído a nossa nacionalidade desde há vários anos a esta parte.

1    .       António Costa pretende integrar imigrantes na função pública
António Costa defendeu, no passado mês de Dezembro, a integração de imigrantes na função pública por forma a melhorar a sua inclusão profissional na região que os recebe. Esta ideia peregrina, do nosso ponto de vista, é extremamente ofensiva para o trabalhador nacional, num momento em que a taxa de desemprego em Portugal supera os 13,5%, acompanhada de um aumento galopante do trabalho precário e de vencimentos cada vez menores, como bem denunciámos no nosso comunicado do Dia do Trabalhador Nacional. Registamos também que, mesmo no partido do dr. António Costa, não poucas vezes se refere a necessidade de optimização de recursos na função pública, que poderá significar em alguns casos a dispensa de recursos humanos. Ora, com todas as dificuldades e incertezas que os nossos trabalhadores da função pública enfrentam no dia-a-dia, como é que o dr. António Costa lhes pretende explicar que os seus lugares serão atribuídos a alógenos, pagos com o dinheiro dos contribuintes?

2    .       Nova mesquita em Lisboa comparticipada pela Câmara Municipal
A nova mesquita ficará sedeada no Martim Moniz, e contará com financiamento público. Temos a certeza absoluta que, se fosse feito um referendo sobre o assunto, os lisboetas rejeitariam este projecto, mas já sabemos que esta coisa da “democracia” só é boa… no papel. Estamos a falar de um Estado supostamente laico, que ainda há bem pouco tempo abdicou de dois feriados nacionais religiosas por forma a fortalecer essa laicização, e que, simultaneamente, por intermédio de uma autarquia, irá comparticipar a construção de um espaço associado a uma confissão religiosa alógena e minoritária, que servirá de convite à imigração de mais pessoas cuja matriz civilizacional é diametralmente oposta à nossa. De referir que a gravidade desta proposta ganha uma dimensão maior quando analisamos a total falta de obras de carácter social desta autarquia.

3    .       Portugal poderá receber mais de 2200 refugiados oriundos da região de Lampedusa
É uma notícia que tem sido veiculada nos principais órgãos de comunicação social, e inclusivamente, na última semana de Maio, o presidente de câmara de um concelho do país disponibilizou a sua autarquia para receber 10 famílias deste grupos (em vez de criar fundos de apoio à natalidade dos autóctones e ao investimento e produção de riqueza no concelho) – tudo debaixo de um manto de “solidariedade” e “questões humanitárias”. Tudo isto é o resultado de uma enorme hipocrisia, que urge esclarecer.
Naturalmente que nada temos contra as famílias de refugiados: pessoas que procuram apenas melhores condições de vida, e foram obrigadas a fugir da sua própria terra e das suas famílias, em condições desumanas, arriscando a própria vida. Mas, da mesma forma que, quando tratamos de um doente, procuramos essencialmente eliminar a causa da doença (para que não se volte a repetir) e não dar-lhe apenas algum fármaco para aliviar a dor temporariamente, também no caso dos refugiados defendemos que se ataque o problema na sua raiz, a montante, e não a jusante.
É com uma regularidade assustadora que estes barcos chegam a Lampedusa, muitas das vezes já com cadáveres a bordo, e essa regularidade espelha bem o lucrativo negócio que está por detrás de todo o processo, em que alguns agentes de tráfico negreiro do século XXI, quais meliantes tranformados de um dia para o outro em sobas africanos, transportam de forma ilegal estas pessoas, totalmente indiferentes ao que lhes possa acontecer, confiando nas “portas abertas” de uma Europa cujas elites do grande capital acabam por ver com bons olhos esta invasão, pois representa uma possível mão-de-obra barata, fácil de explorar, e bem mais fácil de manipular do que a autóctone. Quanto aos pobres refugiados, vêem-se incapazes de viver condignamente na sua terra, muitas das vezes devido a grandes multinacionais e empresários de poucos escrúpulos que exploram os recursos naturais dessas terras sem compensar devidamente as populações autóctones.
No final, “todos” acabam por ganhar com esta situação: o grande poder económico que explora os recursos daqueles países, os “sobas” africanos que lucram com tráfico negreiro, e os grandes capitalistas europeus que vêem novos proletários chegarem ao velho continente para engordar os seus lucros. “Todos” lucram? Menos os trabalhadores europeus, claro.

“Superior aos indivíduos duma triste hora passageira, a Pátria não é, com efeito, de modo nenhum o pretexto das nossas paixões transitórias, nem a nós nos assiste o poder de a transformarmos segundo os nossos caprichos e conforme as nossas ideologias. O estrangeiro não é, portanto, unicamente aquele que nasceu de outra comunidade com outra língua e outros costumes. É também estrangeiro o que, insurreccionando-se contra a regra que o conformou socialmente, realiza em si a tremenda palavra de Comte, ao condenar a Revolução como sendo a "rebeldia do ser contra a espécie". Ora quando esse estrangeiro, que é bem o estrangeiro do interior, desnacionalizado por ideias cosmopolitas, maçonizado por interesses baixos de seita, se apodera do governo duma nação para lhe imprimir uma finalidade adversa aos seus sentimentos fundamentais, não haverá legitimamente, até da parte duma minoria, o direito de revolta?”  NOS afirmamos que sim. Por Portugal e pelos Portugueses!